Bem-vindo a Marly Gomont – #NetflixpatrocinaCleyton

Bem – Vindo à Marly Gomont é um filme pra guardar na lista dos filmes ” pra vida” , o filme baseado em fatos reais, conta a história de um médico recém formado do Congo que estudou medicina na França. A história se passa em 1975 em uma comemoração de formatura de Seyolo Zantoko, o protagonista do filme.bienvenue-a-marly-gomont_tnone

Ainda nessa festa, o prefeito de uma cidade do interior da França, procura um novo médico para a cidadezinha, porém o mesmo não esperava se deparar com um médico negro disponível para o cargo, e de primeiro instante o prefeito não dá importância para Zantoko, mas no fim o médico convence o prefeito que acaba lhe concendo o cargo, iniciando a trama. Zantoko aspirava pela cidadania francesa, pois o seu país de origem vivia um período ditatorial forte e de instabilidade governista e a vida em Paris seria a melhor solução para o sua esposa e seus dois filhos. O cargo possibilitaria tudo isso.

Em Marly Gomont é onde tudo começa de verdade, das piores maneiras possíveis. Com chuva forte e uma tempestade de preconceitos raciais, a família enfreta os mais deploravéis desafios para serem aceitos naquela sociedade predominantemente branca e sem um mínimo de empatia por negros. Olhares torpes, afastamentos e insinuações racistas são os embates principais enfrentados por essa família. Apesar do tema abordado, o filme é uma comédia muito precisa e super envolvente, e dessa maneira, você fica muito íntimo da família de Zantoko e ao mesmo tempo você descontrói uma série preconceitos que essa mesma família enfrentou.

Na clínica de Zantoko ninguém queria ir por causa da sua cor e muitos nem consideravam ele como médico, sua esposa Anne Zantoko enfretava a solidão e os fortes olhares na rua e os seus dois filhos também passam por situações absurdas no filme (sim, é parte que a gente chora). E para ser aceito, Zantoko dá um close muito errado, ele se desapropria da sua cultura para poder se integrar no costumes locais, e essa abordagem é muito importante, pois todos nós de alguma maneira já tivemos essa atitude do Seyolo.

Para polpar o spoiler, vou contar a parte mais tocante pra mim que foi quando a família de Zantoko chega a cidade no Natal e resolvem ir para Igreja que segue em um ambiente gélido e com cantos monótonos, mas que de repente muda quando uma das tias de Zantoko começa a cantar os hinos natalinos em uma pegada “African Gospel”. Seyolo que fica super envergonhado com a cena, nega a sua cultura mais uma vez, porém de alguma maneira um certo clique revela a Zantoko na trama que não precisamos mudar quem nós somos para sermos aceitos.

O enredo é muito fiel e defende muito uma linha “feel good” porém, peca ao não abordar as questões raciais em muitos dos seus diálogos familiares não dá maneira que esperávamos, mas dá a liberdade e mostra o caminho para o próprio espectador fazer essa autocrítica. O longa assinado por Julien Rambaldi é atual, lançado em 2016, está no Netflix há alguns dia, e é pra ser assistido com a toda família.

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Resenha: Fiel – Jessé Andarilho

“O FIEL botou a lei do bandido bom, sem esculachar o viciado e muito menos os moradores.Ganhou respeito com o crime, conquistou seu grande amor e dinheiro, mas perdeu amigos e família.”

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Em uma realidade que amacia, mas dói é o contexto da resenha do Livro FIEL, escrito pelo jovem Jessé Andarilho, menino da comunidade de Antares que andava tanto pela cidade do Rio que ganhou um apelido dos amigos de andarilho, que se tornou uma de suas assinaturas autorais.

O livro que traz a história da queda de um menino de comunidade do Rio de Janeiro que tinha um brilhante futuro pela frente e por causa de escolhas e ambições errôneas ver tudo se perder. Baseado em histórias reais que ocorreram com Jessé, amigos e conhecidos.

Sendo o primeiro livro do autor, que participa da oficinas da Festa Literária das Periferias (Flupp), a chegar a uma grande casa editorial. Foi lançado em 2014, na Livraria Cultura do Cine Vitória, no Rio de Janeiro.

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O livro que foi escrito no bloco de notas de seu celular, durante as viagens de trem da Estação Trancredo Neves à Central do Brasil é elogiado por muitos devido a escrita profissional e acessível, que apesar de não ter um computador para redigir os textos, Jessé desenvolveu muito bem o clímax do livro.

O menino que reprovou a sétima série cinco vezes e que detestava ler mostrou um grande desenvoltura com a construção do romance.

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“Do Paraíso ao Inferno”,  por Viviane Santana

 

10408762_110694805939523_7787019025817448712_n - CopyEu, que sempre gostei de assuntos abordando o cotidiano das comunidades, pensei que seria mais uma história de superação ou de sucesso na vida da ostentação do tráfico carioca, até que eu me deparei com o livro FIEL. Começando a história eu achei muito interessante a vida de um menino de comunidade, estudioso, jogador de futebol tendo tudo para ter um excelente futuro. Mas sendo apresentado ao mundo da ostentação que o dinheiro sujo proporcionava e que todos ao seu redor imaginavam ser o topo da vida, o auge. Porém a história não se revela bem assim, mostrando que esse mundo é momentâneo, como ir do céu ao inferno em um único passo. 

A vida do crime nas comunidades é tão vantajosa que acabam iludindo diversos jovens, assim com iludiu Felipe, o protagonista da história, que tinha como objetivo mudar o cotidiano da favela através de diversas outras coisas, menos através do tráfico, o que acabou levando o mesmo a ruína. 

O que ficou com mais reflexivo neste livro é que jovens como Felipe não constroem, nada, apesar de tanto dinheiro que conseguiram. Movidos pela adrenalina/endorfina  onde só se vive o presente/o momento. O que construiu? O que ele deixou de herança? Ela viverá até aos 30/40 anos? Infelizmente não, a única coisa que será levada é um tênis de marca, uma roupa cara do corpo, um cordão de ouro e a vergonha.  Você pensa que tem o poder, mas no fim que poder você tem? nenhum. Como sempre o fim é o mesmo: preso, viciado ou morto.

Particularmente, acho que esse livro deveria ser distribuídos nas escolas públicas para que os jovens da periferia refletissem um pouco mais sobre esse mundo de ilusão, e que também não ficassem apenas nas barreira suburbana,mas que atingisse também o asfalto, a burguesia. Super Válida a leitura!

 

Você pode encontResenha do Livro Fielrar o livro FIEL – Jessé Andarilho

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The Get Down

Um grupo de adolescente do Bronx vive a transformação e evolução cultural da Nova York dos anos 1970.

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 A série musical que promete abalar todos os assinantes do  Netflix.

 A série foi anunciada em fevereiro de 2015, depois de ter passado mais de dez anos o desenvolvimento do conceito, chega em 2016 com tudo. A série é descrita como uma “saga mítica” de como New York à beira da falência deu origem ao hip-hop, punk e disco music.

The Get Down é uma série de televisão drama musical criado por Baz Luhrmann e Shawn Ryan que está previsto para estrear em 2016 no Netflix. A primeira temporada será de 13 episódios de uma hora de duração e será produzido pela Sony Pictures Television.

The Get Down tem humor, com destaque para Shameik Moore (Dope) como Shaolin Fantastic. Tem romance, com os protagonistas Ezekiel (Justice Smith) e Mylene (Herizen F. Guardiola) se apaixonando. E ambos tem seus dramas pessoais, com Ezekiel envolvendo-se em problemas com a lei e Mylene enfrentando a rejeição do pai, o Pastor Ramon Cruz (Giancarlo Esposito), para ingressar na música — essencial na trama, revelando todo o contexto histórico e social da ascensão do hip hop no Bronx dos anos 70.

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Aqui está uma sinopse de enredo de The Get Down descrito pelo comunicado de imprensa Netflix:

“Consignado a escombros, uma equipe de rag-tag de adolescentes South Bronx são nulidades e nobodies com ninguém para protegê-los – exceto uns aos outros, armados apenas com jogos verbais, passos de dança improvisados, alguns marcadores mágicos e latas de spray. De cortiços Bronx, a cena de arte do SoHo; de CBGBs de Studio 54 e até mesmo as torres de vidro do recém-construído World Trade Center, The Get Down é uma saga mítica de como New York à beira da falência dando origem ao hip-hop, punk e disco – disse através das vidas e música de South Bronx crianças que mudaram da cidade, e no mundo … para sempre. Luhrmann revelou durante um Q & A na Escola de Cinema Ghetto no Bronx a série centra-se em “uma amizade entre dois rapazes e há uma menina envolvida.” Mais tarde, ele acrescenta, “em um certo ponto nós cortamos entre hoje e volta no dia, e sua trajetória pela vida. ”

Joseph Saddler, aka Grandmaster Flash, irá aconselhá como produtor associado para a Série Original Netflix. “Este é ya boy DJ Grandmaster Flash. O elo perdido do hip hop é a década de 70. O grande diretor e produtor Baz Luhrmann tem me trazido para mostrar ao mundo como nós o fizemos. Fique comigo “, disse o próprio Grandmaster em um vídeo.”

O elenco Get de Down está cheio de jovens artistas e atores, muitos que estão apenas começando em suas carreiras.

” Eles são alguns dos grandes atores jovens desta geração “, disse Luhrmann notícias MTV. ” 

A série tem Jaden Smith (acima, filho de Will Smith) ostentando um penteado black power como  Marcus ‘Dizzee’ Kipling, um “grafiteiro talentoso e excêntrico do Bronx”, e ainda Giancarlo Esposito (o “Gus Fring” de Breaking Bad) integrando o elenco. A direção do seriado é de Baz Luhrmann, mesmo diretor de “Moulin Rouge” e “O Grande Gatsby”.

Além de diversos outros atores que já trabalham no meio, a série também dará espaço para uma nova geração de atores negros e latinos, entre eles, Mamoudou Atheiem, que viverá ninguém menos que o lendário DJ Grandmaster Flash, ou simplesmente, um dos inventores do scratch.

Acompanhe o teaser da série:

Confira o trailler clicando aqui