Ubuntu

Em todo momento somos confrotados com notícias horrívei, seja, nos noticiários de TV, no corre de um lugar para outro, na gestão do nosso país e até mesmo dentro dos nossos lares. Aparentemente, o amor ao próximo, o respeito e tudo que nos tornar um na parte coletiva tem se esfriado e muitas das vezes não chega acontecer. Em nosso olhar individualista, o que eu quero pra mim eu não quero para outro e basta, entretanto, o que é do outro fazem meus olhos saltarem, brilharem , com um vontade de ter o que é do outro e ser maior que outro.

Invejoso? eu? não! não somos capazes de admitir as nossas mazelas, os nossos fantasmas e tudo aquilo que nos aprisionam em um contexto egocêntrico, onde o que importa são conquistas pessoais, realização pessoais e tudo aquilo que nos cega quando um menino bate em nossa janela vendendo seja lá o que for, e nem se quer baixamos os vidros para dizer não, porque todo nosso eu grita alto e diz: “VOU SER ASSALTADO!” e na próxima esquina você realmente é assaltado, mas não pelo menino que tentava sustentar a sua família com suas balas e com o peso da vida adulta tão precoce. Você é assaltado logo a frente por um menino que não só teve a maioria dos seus vidros fechados e que pelo uso da força tentar abrir todos os vidros de uma vez só. De maneira alguma estou defendendo marginal, acalme essa voz que soa no seu interior querendo dizer isso e todo pré-julgamento que faz você ser como está sendo. Todos nós estamos sujeito a isso e sempre estaremos é uma constate chamada vida coletiva e as mais complexas relações humanas.

Como mudar isso? só depende de você e de uma palavra chamada “Ubuntu” que você pode em seu vocabulário e mais em suas ações. A Filosofia Ubuntu, é uma filosofia africana (existe em vários países de África) que foca nas alianças e relacionamento das pessoas umas com as outras. A palavra vem das línguas dos povos Banto; na África do Sul nas línguas Zulu e Xhosa. Ubuntu é tido como um conceito tradicional africano e não há uma origem exata da palavra. Estudiosos costumam se referir a ubuntu como uma ética “antiga” que vem sendo usada “desde tempos imemoriais”.

Certa vez, um antropólogo estudava os costumes de uma tribo africana e terminando todo o seu trabalho teve que esperar o transporte que levaria ao aeroporto. Sem querer interromper no cotidiano e costumes da tripo, e ele propôs uma brincadeira bem inofensiva para as crianças. Enfeitou um cesto, colocou diversos doces e guloseimas e deixou debaixo de uma árvores, em seguida, chamou a crianças e traçou um linha no chão em uma longa distância da árvore. A brincadeira consistia em quem chegassse primeiro no cesto ficaria com todos os doces, quando ele falasse “já!” as crianças deveriam sair correndo.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse “Já!”, instantaneamente todas as crianças deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo ficou de cara com a situação, depois de tanto tempo de estudo na tribo e ele não tinha aprendido nada da essência daquelas pessoas. Foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam: “Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”

Do termo  Ubuntu as pessoas devem saber que o mundo não é uma ilha e que “Eu sou porque nós somos”, uma sociedade sustentada pelos pilares do respeito e da solidariedade faz parte da essência de ubuntu e imagina que bacana ter um lugar onde o que eu não quero para mim eu não quero para outro, o que eu desejo pra mim eu desejo para outro. Imagina essa filosofia chegando em nossos parlamentares e representantes do governo como seria bom estar no Brasil e quase não ouviriamos pessoas dizendo que não gosta do Brasil e quer sair daqui e viver a vida em outro lugar e longe de suas raízes.

No fundo, este fundamento tradicional africano articula um respeito básico pelos outros. Ele pode ser interpretado tanto como uma regra de conduta ou ética social. Uma pessoa com ubuntu está aberta e disponível aos outros, não-preocupada em julgar os outros como bons ou maus, e tem consciência de que faz parte de algo maior e que é tão diminuída quanto seus semelhantes que são diminuídos ou humilhados, torturados ou oprimidos.
Por fim, o ubuntu em nossas vidas devem ser construídas dia após dia e a cada dia virá uma chance de ser melhor para você e para o outro. Vamos ser ubuntu?

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