Vamos tirar esse pano de fundo chamado racismo?

Em análise do negro na sociedade brasileira atual é notório uma grande mudança em diversos posicionamentos dele perante a sociedade. Apesar do bombardeamento dos países nórdicos em nossa cultura, atuando nas maneiras de agir e até mesmo em nosso estereótipo, a população negra tem demonstrado um enorme nível de aceitação e representatividade do seu eu.No entanto, será que a cultura negra ainda é marginalizada? Será que vivemos a tal democracia racial tanto pregada?
Considerar que o Brasil é um país miscigenado é de fato uma verdadeira afirmação, devido a todo o processo de construção do país, da perspectiva da colonização e da escravidão, existente por 300 anos. Sem dúvidas, o entrelaçamento cultural e étnico é extremante forte em nossa sociedade. Contudo, essa miscigenação existente já foi alvo de diversas teorias racistas e sem argumento o suficiente que as sustentassem, mas que permaneceram e moldaram o pensamento social brasileiro.

Em nossa cultura poderíamos enumerar o vasto número de piadas e termos que mostram como a distinção racial é algo corrente em nosso cotidiano. Quando alguém auto define que sua pele é negra, muitos se sentem deslocados. Parece ter sido dito algum tipo de termo extremista. Talvez chegassem a pensar que alguém só é negro quando tem pele “muito escura”. Com certeza, esse tipo de estranhamento e pensamento não é misteriosamente inexplicável. O desconforto, na verdade, denuncia nossa indefinição mediante a ideia da diversidade racial e de como aquelas teorias racista permaneceram em nossa sociedade.

Entre nossas discussões proferimos, ao mesmo tempo, horror ao racismo e admitimos publicamente que o Brasil é um país racista. Tal contradição indica que nosso racismo é velado e, nem por isso, pulsante.

“Seria maravilhoso que o meu trabalho por si só tivesse o poder de mudar esse cenário em que vivemos, mas não acho que eu sozinho possa reverter algo que está impregnado no cotidiano do país desde a chegada dos escravos. O que eu não posso deixar de fazer é de apontar para isso, é de lembrar que, sim, somos um país muito racista.” – Emicida em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo.

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O discurso gerado pelo cantor é um ótimo meio de reflexão social imposta pela mídia, nesse caso, a  música. A mídia é o alimento das representações e sempre são responsáveis pela construção de um discurso. Ao analisarmos as questão levantadas pelo cantor é interessante abordamos a força que a mesma tem em mudar o pensamento do seu público através da música. Público, que se encontra geralmente nas mais diversas periferias e classes inferiores da sociedade, em sua maioria, jovens negros e marginalizados.

O conceito de representação permite articular três modalidades da relação com o mundo social: a delimitação e classificação das múltiplas configurações intelectuais; as práticas de reconhecimento de uma identidade social; as formas institucionalizadas que marcam a existência de um grupo. Assim, não existem práticas ou estruturas que não sejam produzidas pelas representações. Logo, uma educação que abordasse a diversidade étnica para as crianças seriam um enorme veiculo de legitimação do “eu” no mundo, fica a dica!

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