Lute como uma garota

“Os questionamentos do papel da mulher, que antes eu ignorava, hoje é a liberdade que devemos ter” diz Kaol Porfírio.

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De acordo com o IBOPE Media cerca de 105,1 milhões de brasileiros tinham acesso à internet no segundo trimestre de 2013, além de que aproximadamente 45% da população brasileira já acessava o Facebook mensalmente no segundo trimestre de 2014, tudo isso faz do Brasil o 5º país mais conectado do planeta. Não há dúvidas de que a internet – em especial as redes sociais – é uma das mais importantes plataformas de informação na atualidade e têm um papel importantíssimo na divulgação de eventos, discussões, coletivos, trabalhos e do próprio movimento feminista.

Sendo assim, o feminismo brasileiro tem ganhando cada vez mais adeptos da luta dos direitos iguais das mulheres, é nas redes sociais  onde esse movimento cresce e ganha voz e espaço. Ultimamente, o que tem agitado as redes sociais é a campanha “Lute como uma garota” desenvolvida por Carolina Kaol Porfírio.

A gaúcha de 28 anos é Ilustradores de games na empresa Kuupu e está no mercado de jogos há 3 anos.Kaol Porfírio, como é conhecida nas redes, estuda  Tecnologia em Jogos Virtuais na  FEEVALE. Casada com Roni Silva, também atuante na área de tecnologia como desenvolvedor.

No ínicio de 2015, ela cria através do Facebook a campanha  Fight like a girl (Lute como uma garota) politizando com figuras conhecidas do mundo dos games e da arte pop. Viciada em jogos de videogames desde a época do Atari, utilizou um artíficio pessoal com intuito de desabafar  e inspirar a vida de muitas meninas para lutar pelos seus direitos.

A proposta é homenagear personagens de mulheres que despertam orgulho, nem que seja pouco,  mas que tenha  de maneira geral uma representatividade forte.  Mesmo conhecendo o feminismo há um bom tempo, veio defende-lo a pouco tempo. De acordo com Kaol, ela não tinha nenhum interesse sobre e que tinha até um certo preconceito, mas hoje a luta que ela antes ignorava, está dentro de sua vida e ligado diretamente com a liberdade que as suas ilustrações trazem.

Com traços finos e sensíveis, Kaol revelou a força e mostrou que as mulheres podem sim serem delicadas, donzelas  e sim podem sim lutar pelos seus direitos.  Para ela, mesmo os personagens serem fictícias e não terem uma representatividade real, elas inspiram a vida de muitas pessoas para lutar pelos seus direitos.

Direito esse que ela começou a refletir no ambiente “geek e nerd” na qual ela está inserida. A inferiorização feminina, a sexualização excessiva e a objetificação de personagem feminina no universo geek e nerd, revela que a maioria deles são machistas, por tratarem isso como algo normal e não se questionarem o suficiente sobre isso.

Uma das grandes lutas de Kaol Porfírio é fazer com que a mulher pare de ser retratada como um objeto de prazer da industria do entretenimento, só para agradar o público masculino. Com isso, ela tem levado esse viés feminista até mesmo para seu ambiente de trabalho.

Confira as ilustrações

Conheça o ” Lute como uma garota” 

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