#Resenha: Que horas ela volta?

 

Mais de 280 cinemas ao redor do mundo – incluindo países como Espanha e Bósnia – estão passando Que Horas Ela Volta? Um dos sucessos de bilheteria de 2015 está com possível indicação ao Oscar 2016.

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Sinopse:
“A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.”

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É um filme  para ser visto mais de um vez, para se emocionar mais de uma vez e refletir a nossa conduta sempre logo depois de assisti-lo, independentemente da nossa classe social. O filme que mostra a realidade de diversos brasileiros que vem trabalhar de forma subservientes nas grandes capitais brasileiras.

” Eles fazem direitinho mesmo né? como é que pode?” – Diz Osmarina Silva, empregada doméstica há 11 anos.

Trabalhar a representação de 1,3 milhões de empregadas domésticas foi o ponto mais importante do filme. A força de um representação,muitas das vezes escondida e não retratada, encoraja e molda a nossa concepção sobre diversos problemas. Logo, é fácil você de alguma maneira de se reconhecer no filme, seja sendo como a empregada Val, seja como Dona Barbará.

Outro aspectos do filme que foi bem impactante foi abordar a “Barreira social” e invisível que nós criamos sem perceber e sem ninguém impor nada a nós. A personagem Jéssica, quebra esse paradigma ao conhecer a casa na qual sua mãe trabalhava. Para ela, não havia nenhuma distinção entre ela e os chefes de sua mãe, e sendo assim, Jéssica não se via com um mera filha da emprega  e sim como uma visita, tendo acesso ao quarto de hóspedes, almoço a mesa dos patrões, etc..

Reconhecimento internacional
Mais de 280 cinemas ao redor do mundo – incluindo países como Espanha e Bósnia – passaram e estão passando Que Horas Ela Volta?. No Festival de Berlim, foi eleito o melhor filme pelo público da mostra Panorama; Em Sundance, o prêmio de melhor atriz para Regina e Camila foi um afago especial do júri, que nem sempre concede esse troféu. Também foi o melhor filme segundo os espectadores do Festival de Amsterdam.

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Possível Oscar 2016

No dia 10 de setembro, o longa, foi indicado  pelo Ministério da Cultura, em um evento no Rio de Janeiro. Afirmando que o filme vai representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2016 de melhor filme em língua estrangeira.

A seleção final dos concorrentes na categoria ainda será definida pela organização da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela premiação. Os indicados devem ser divulgados no dia 14 de janeiro de 2016. A 88ª edição do Oscar acontece no dia 28 de fevereiro.

A última vez que o Brasil teve um filme indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro foi em 1999, com “Central do Brasil”. Também concorreram ao prêmio “O pagador de promessas” (1963), “O quatrilho” (1996) e “O que é isso, companheiro?” (1998).

que ainda não assistiu, assista! vocês não sabe o que estão perdendo!

 

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