#Jornalismo: Casa do Jogo da Serrinha

Olá, mundo!

Gostaria de dividir com vocês minha primeira matéria em telejornalismo.. espero que gostem!

O jongo, ou caxambu é um ritmo que teve suas origens na região africana do Congo-Angola. Chegou ao Brasil-Colônia com os negros de origem bantu trazidos como escravos para o trabalho forçado nas fazendas de café do Vale do Rio Paraíba, no interior dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
Indagações da vida de um estudante de Jornalismo!
Seja bem-vindos, seus lindos 🙂

 

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Pierre Bourdieu já dizia: O FUNK É VIDA!
Com isso, conclui-se que o mesmo não se trata de uma questão da esfera pessoal e sim coletiva, o que ele denomina de a produção do gosto cultural. O gosto e as prática de cultural de cada um de nós são resultados de um feixe de condições específicas de socialização. É nesta análise, a história das experiências de vida dos grupos e indivíduos, que podemos apreender a composição de gosto presente nos mesmos. O GOSTO É UM CONSTRUÇÃO SOCIAL!

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O Rio que o Cristo Redentor não abraça

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Após 1 ano das minhas visitas a Jardim Gramacho, e outros 39 anos de políticas públicas inoperantes no mesmo local, vejo que o trabalho das Ongs mostra um papel muito importante para construção de um cenário mais leve e que de certa forma possibilite a ter esperança ou pelo menos água para alguns dias. Através de uma outra crônica minha chamada “O Brasil de Jardim Gramacho” a ONG Reviva, que fez um expedição incrível no bairro, me convidou para narrar os contrastes sociais que o bairro enfrenta.
No dia 05 de abril de 2016 eu ouvia a seguinte frase: “aqui nem água para beber tem, muito menos esperança!”, enquanto entrevistava uma das fontes no bairro de Jardim Gramacho para uma reportagem de umas das disciplinas do curso de Jornalismo. Confesso, essa frase ecoa nos meus ouvidos até hoje e acredito que sempre ecoará, pois, se analisarmos a fala dessa pessoa, ela não justifica apenas o fato de não ter água salobra para beber, ou que já teve água disponível e hoje foi cortada, ela simplesmente fala “aqui nem água para beber tem(…)”. Ecoa. Toda vez que eu abro a minha torneira e a água jorra de maneira tão rica e pura, logo me vem à memória essa frase juntamente com toda atmosfera do Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, toda desigualdade social do Rio de Janeiro escondida, onde revela a parte que o Cristo Redentor dá as costas.
Certa vez li que o Brasil é um país com cerca de 3% da população mundial e que possui 12% da água potável superficial do planeta, algo que comprova existência dessa água abundante em minha torneira. Entretanto, quem tem direito a essa água? O Brasil com país signatário, diz que o direito humano à água é um direito de todos, sem exceção, e que o país têm a obrigação de respeitar, proteger e cumprir a realização desse direito, por meio da ampliação dos recursos humanos e financeiros juntamente com políticas públicas que assegurem sua efetivação. Argumentos que na teoria são ótimos, na prática… Bem, se olharmos para Jardim Gramacho comprovamos que essa prática deixa a desejar. Acredito que o bairro é só uma pequena ponta desse Iceberg, e que a escassez de água é um dos menores problemas enfrentados diariamente.
Parafraseando uma música do cantor Criolo, onde ele diz que “só pode falar de vida quem vive/ Só pode falar de sofrimento quem sofre/ Só pode falar de amor quem ama (…)” peço licença para assumir o papel de amplificador das vozes do lixão de Gramacho, sim, é esse mesmo que foi desativado em 2012, que ainda continua recebendo toneladas de lixo de forma clandestina, com dezenas de familias desempregadas, com crianças sem ter o que comer por dias, muitas delas no auge da sua fase de aprendizado sem nunca ter ido a escola, onde as drogas são um convite para amenizar o sofrimento diário, lugar que a água potável de vez em quando chega mas não pelas torneiras, onde toda sexta-feira policiais corruptos chegam para receber dinheiro de propina do tráfico, lugar que o lixo é visto como riqueza e uns se apropriam deles para lucrar, pior que isso, só o cheiro de plástico queimado, gás metano exalando, chorume e montanhas lixo.
O que mais me faz sofrer é o sentimento de impotência, mesmo dando o máximo para que essas vozes sejam ouvidas. Entretanto, não devemos nos culpar (quando digo nós, refiro a todos os voluntários/ativistas presentes), precisamos politizar essas dores e reverberar essas falas, dando uma visibilidade maior, mesmo que doa, ajudando as famílias e denunciando casos de violação contra os direitos humanos. Mesmo que demore um ano, dois, uma década, um século, essas feridas sociais precisam ser cicatrizadas. Com fazer isso? Transformar a dor, a fome, o desespero e a falta de esperança dessas pessoas, em luta.

 

Estou com uma coluna quinzenal na ONG Reviva para conferir bastar curtir a página

 

 

Por: Cleyton Santana Coluna: Denuncia.